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Festival Multiplicidade encerra sua programação com mais de 35 atrações!

São quatro dias, três espaços e mais de trinta e cinco atrações – distribuídas ao longo de 45 horas – de muita arte e tecnologia. Assim o Festival Multiplicidade encerra o seu ano 20, dedicado a antevisão, durante o final de semana 5 a 8 de novembro.

Os franceses do 1024 abriram a edição na noite de quinta no Oi Futuro do Flamengo. Hoje, dia 6, o Multiplicidade ocupa a Fundação Planetário com duas apresentações de Muti Randolph e Bruno Palazzo. As instalações videográficas – famosas em festivais ao redor do mundo – do primeiro se juntam ao trabalho sonoro do segundo em um espetáculo inédito. Outra atração é Andrea Gram, uma das primeiras mulheres a se apresentar como dj de música eletrônica no Brasil. Seus sets, com referências fundamentadas no experimentalismo e ecletismo, são combinados a projeções videoestelares nostálgicas do acervo do Planetário do Rio, na Cúpula Carl Sagan. No mesmo local Muti Randolph faz parceria com o dinamarquês Rumpistol, só que dessa vez com direito a projeções em 3D. A programação ainda inclui uma seleção de filmes para fulldome ao longo do dia, na cúpula Galileu Galillei, e foodtrucks na área externa, a partir de 19h.

Nosso colaborador, Joca Vidal, entrevistou Rumpistol sobre suas expectativas de tocar no Festival Multiplicidade e sobre a cena dinamarquesa das artes digitais. Confere só:

rumpistol

JV: O Festival Multiplicidade de certa forma está ligado com a música dinamarquesa / escandinava e nos últimos anos vem destacando os artistas lá. O que você acha disso?

R: Estou surpreso que aceitem dinamarqueses atualmente em seu país, em contraponto que nós não aceitamos qualquer estrangeiro! Como você provavelmente já ouviu falar, o nosso governo parou de aceitar fugitivos da maneira mais horrível. Vendo pelo lado positivo, acho que a Dinamarca tem muito a oferecer culturalmente com grandes artistas, na maioria das diferentes formas de arte, por isso é bom que o Multiplicidade irá mostrar alguns atos que o povo do Rio não pode começar a ver de outra forma.

JV: Quais nomes você acha que estão se destacando na cena das artes digitais daí?

R: Eu gosto do que Bjørn Svin e Carl Emil Carlsen estão fazendo com seu show Silicium 3D. Vale a pena dar uma olhada: vimeo.com/129382400

JV: Qual é a maior característica do tipo de som dinamarquês?

R: Um monte de gente fala que pode ouvir algo de especial nos sons nórdicos. Há definitivamente um clima melancólico dominando a música daqui, provavelmente por causa dos invernos escuros e longos e o isolamento social que vem com ele.

JV: Seu som é composto de sons contemplativos e outros mais agitados. Com mais de 10 anos de carreira e vários álbuns lançados, em qual caminho você acha que a sua música caminha atualmente?

R: Como sempre, estou envolvido em arranjos cinematográficos bem detalhados, mas esses dias eu também estou gostando de misturar elementos rítmicos do footwork e d’n’b. A inquietude que esses gêneros representa é algo que posso me relacionar. Pensando de forma inteligente, gosto de ter um monte de sons analógicos organizados de uma forma muito limpa.

JV: Você conhece o Brasil? Quais são suas expectativas de tocar no Rio em novembro?

R: É a minha primeira vez no Brasil, mas eu tenho um relacionamento duradouro com seus velhos compositores! Estou muito grato e animado para finalmente ter a experiência de tocar no país.

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E para fechar com chave-de-ouro, há programação no sábado e no domingo, de 10h às 22h, na EAV-Parque Lage. São quase trinta atrações entre performances, instalações, workshops e painéis, ocupando nove espaços: Bosque, oca, platô, rua #1, salão nobre, auditório, casarão, parque infantil e lago dos patos. São 15 atrações no sábado e 14 no domingo entre painéis, performances, instalações e workshops.

As atrações de sábado são: Alumbramento, Cyril Hernandez, Tato Taborda, Gui Marmorta, Leo Tucherman, Søren, IN-SONE, Gabriel Muzak, Plinio Profeta, Antônia Morais, Rumpistol, Orquestra Vermelha. Há ainda uma série de painéis de reflexão aonde serão discutidos temas como a antevisão e as memórias futuras da arte.

Já no domingo tem Cyril Hernandez, Gui Marmorta e Pedro Pagy, Felipe Vilasanchez, Ricardo Garcia e André Thitcho do estudiofitacrepe-SP, Giu Nunez, Søren, IN-SONE, Daniel Valle-Riestra, Aleqs Notal, Meia Banda, a Camareta Monoaural de Berna Ceppas e um painel com integrantes da produtora Alumbramento, que discutirá o cinema além da tela tradicional.

Aleqs Notal, também falou sobre seu trabalho e suas expectativas de tocar no Brasil com Joca Vidal:

aleqs

JV: Os seus trabalhos de produções abrangem sons experimentais e algo mais alegre, com influências de soul e funk. Como e quando você começou a discotecar e produzir e qual é o seu universo musical?

AN: Em 1999, eu estava ouvindo e gravando músicas de rádios Hip-Hop em fita cassete. Mais tarde, comecei a comprar alguns vinis. No início de 2000, eu estava dividindo o palco com uma banda de Rap por alguns anos em uma turnê mundial. Então, eu tentei desenvolver a minha própria visão da música, evoluindo nas cenas “House” e “Deep House”. Com o tempo, comecei a produzir algumas faixas e colecionar alguns sons de soul, disco e funk. Assim, em poucas palavras, meu universo musical é um sentimento soulful da música que não pode ser expresso de forma tangível.

JV: Como é o cenário musical na França? Assim como você, novos talentos estão surgindo e merecem atenção?

AN: Muitas coisas estão acontecendo na França no momento. As cenas “Techno” e  “House” estimulam Paris com enormes line-ups em clubes como “Concrete” ou “Rex”. Os caras do “75021”, “Sonotown”, “Mona” e “Mamie” têm se destacado como os melhores da cena francesa durante todo o verão. Muitos bons rótulos estão crescendo na França. Lojas como “Syncrophone”, “Heartbeat” ou “Betino” estão alimentando os Djs parisienses com registros chapastes. Eles ajudam a fortalecer a boa vibe da música parisiense.

JV: É a sua primeira visita ao Brasil? O que você espera do seu desempenho no Rio, em 8 de novembro, dentro de um festival experimental como o Multiplicidade?

AN: Eu já toquei no México e Chile, mas nunca no Brasil. Estou feliz de trazer a minha vibração para o Multiplicade e tocar músicas que me refletem. Meu objetivo é fazer as pessoas dançarem e transmitir a minha visão da música, ritmo ou ranhura para uma multidão que gosta de se expressar.

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PROGRAMAÇÃO MULTI_OCUPAÇÃO 2025_ANO 20  

Sexta | 06 de Novembro

11h as 23h – Screening de vídeos fulldome

20h – Bruno Palazzo (BRA-SP) & Muti Randolph (BRA-RJ)

21h – Andrea Gram (BRA-SP) & Muti Randolph (BRA-RJ)

22h – Rumpistol (DIN) & Muti Randolph (BRA-RJ)

** Foodtrucks na área externa a partir das 19h.

 

Sábado | 07 de novembro

10h as 22h – Cyril Hernandez (FRA): Instalação “MobilaSom”

10h – Tato Taborda (BRA-RJ): Workshop “Pausa na emissão”

11h – Painel Memórias Futuras

13h – Gui Marmota (BRA-RJ)

14h – Leo Tucherman & Susana Lacevitz (BRA-RJ): Workshop “Oficina de sonoplastia para crianças de todas as idades”

14h – Painel Lab do Amanhã

16h – Søren Kjaergaard (DIN)

17h – IN-SONE (BRA-RJ)

17h – Gabriel Muzak (BRA-RJ)

18h – Gui Marmota (BRA-RJ)

18h – Antonia Morais (BRA-RJ)

19h – Plínio Profeta (BRA-RJ)

19h30 – Alumbramento (BRA-CE) [Censura 16 anos]

20h – Rumpistol (DIN)

21h – Orquestra Vermelha (BRA-SP)

 

Domingo | 8 de novembro

10h as 21h – Cyril Hernandez (FRA): Instalação “MobilaSom”

13h – Gui Marmota (BRA-RJ)

13h30 – Pedro Pagy – Triboelétrica (BRA-RJ)

14h – estúdiofitacrepe-SP / Ricardo Garcia e André Thitcho (BRA-SP): Eletro_Radiobras

15h – Painel Cinema Transversal

15h – estudiofitacrepe-SP / Felipe Vilasanchez (BRA-SP): Oriente

15h – Giu Nunez (BRA-SP)

15h – Søren Kjaergaard (DIN)

16h – IN-SONE (BRA-RJ)

16h30 – Daniel Valle-Riestra (PER)

18h – Gui Marmota (BRA-RJ)

18h – Aleqs Notal (FRA)

19h – Meia Banda (BRA-RJ)

20h – Camerata Monoaural (BRA-RJ)

 

SERVIÇOS GERAIS

 

Fundação Planetário – Rio de Janeiro

Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100 – Gávea

De 10h a 23h

Entrada: Gratuita

Classificação etária: Livre

+ infos: https://bit.ly/Multi_VER

 

Escola de Artes Visuais Parque Lage – Rio de Janeiro

Rua Jardim Botânico, 414 – Jardim Botânico

Sábado das 10h as 22h e Domingo das 10h as 21h

Entrada: Gratuita

Classificação etária: Livre

+ infos: https://bit.ly/Multi_OUVIR

 

Saiba mais informações em: www.multiplicidade.com

Colaboração: Joca Vidal

www.caleidoscopio.blog.br

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