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Economia Criativa: Sua ideia vale mais do que você pensa

Para falar de Economia Criativa não há como não falar de criatividade, que ao contrário do que muitos pensam não é própria somente do artista, mas do homem. Por isso, eu começo esse artigo com um trecho do livro “Economia Criativa como Estratégia de Desenvolvimento”, de Ana Carla Fonseca Reis, pois além de achar inspirador, acredito ser a melhor maneira de definir o conceito desse novo olhar para a Economia.

“Criatividade. Palavra de definições múltiplas, que remete intuitivamente à capacidade não só de criar o novo, mas de reinventar, diluir paradigmas tradicionais, unir pontos aparentemente desconexos e, com isso, equacionar soluções para novos e velhos problemas. Em termos econômicos, a criatividade é um combustível renovável e cujo estoque aumenta com o uso. Além disso, a “concorrência” entre agentes criativos, em vez de saturar o mercado, atrai e estimula a atuação de novos produtores”.

(Ana Carla Fonseca Reis)

Tudo começou quando a globalização e os grandes avanços tecnológicos tornaram o mundo sem fronteiras, onde são possíveis múltiplas trocas em múltiplos tempos e espaços. A velocidade com que nos comunicamos e a quantidade de informações que recebemos todos os dias geraram uma profunda mudança de comportamento que mudou a forma como nos relacionamos e agimos. Somos uma sociedade em rede, onde a lógica individualista se tornou uma lógica coletiva e as pessoas se conectam para juntas, criar e transformar.

Nesta sociedade em rede o valor econômico perde a materialidade e ganha subjetividade onde o homem é valorizado pela sua capacidade intelectual de desenvolver idéias que gerem renda, surgindo assim, a Economia Criativa.

Você já deve ter ouvido esse nome por aí e em algum momento deve ter se perguntado, mas afinal, economia pode ser criativa? E a resposta é definitivamente: Sim! Embora ainda haja um debate sobre seu conceito e as áreas que abrange, partindo de uma definição simples, diferente das indústrias “tradicionais” como agricultura, manufatura e comércio, onde o valor econômico está no bem material, este novo olhar se fundamenta nos bens intangíveis, isto é, aquilo que não é palpável como a criatividade, a cultura e o conhecimento.

Esse conceito começou no início da década 90 na Austrália, mas foi impulsionado na Inglaterra quando o Ministro Tony Blair reconheceu nas atividades criativas um poderoso instrumento para fomentar o crescimento econômico do país e resolveu fazer um plano de desenvolvimento estratégico para 13 setores. São eles:

  1. Arquitetura
  2. Propaganda
  3. Artes e Antiguidades
  4. Artesanato
  5. Design
  6. Moda
  7. Cinema e Vídeo
  8. Música
  9. Artes Cênicas (teatro, dança, circo e etc.)
  10. Editoração (livros, revistas, jornais, web e etc.
  11. Softwares de lazer
  12. Rádio
  13. TV

Estes setores criativos, por sua vez, não só geram renda e emprego, como influenciam os outros setores das indústrias “tradicionais” (um exemplo disso é como a moda influencia a competitividade do mercado têxtil e assim por diante).

Hoje, as empresas que tratam do intangível são a terceira maior indústria depois das de petróleo e armamento. Empresas como a Microsoft, Google, Facebook, entre outras, se destacam por suas grandes capitalizações na bolsa de valores.

No Brasil, o conceito dessa nova economia chegou há pouco tempo e vem ganhando força nos últimos anos, principalmente quando o Ministério da Cultura criou em 2012 a Secretaria de Economia Criativa, com o objetivo de contribuir para que a cultura se torne um eixo estratégico nas políticas públicas de desenvolvimento do Estado brasileiro.

Tratando-se de criatividade, os brasileiros têm de sobra, só resta sabermos como explorar ao máximo esse potencial criativo e, principalmente, investir em uma infraestrutura que estimule e sustente nossa Economia Criativa, onde empreendedores e produtores possam ser mais autônomos e atuar independente das Leis de Incentivo à Cultura.

Mas a Economia Criativa vai muito além da situação econômica de um país. É uma Economia voltada especialmente para o indivíduo, que estimula um espaço de criação e experimentação, e promove não só o desenvolvimento humano e a inovação, como a sustentabilidade, a inclusão social e a diversidade cultural. De fato, uma Economia que traz novas perspectivas, capaz de gerar transformações individuais e coletivas.

Para quem quiser se aprofundar no assunto recomendo os links abaixo:

Ebook: Economia Criativa como Estratégia de Desenvolvimento de Ana Carla Reis.

Economia Criativa: Um Guia Introdutório

Termo de Referencia: Atuação do Sistema SEBRAE na Economia Criativa

Secretaria de Economia Criativa (SEC)

www.caleidoscopio.blog.br

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